Eu voltei. E voltei agora pra ficar ♫

Para a infelicidade de muitos, estou vivo… ou algo próximo disso.

Imagem

Yes, im alive!

Eu, com toda a minha capacidade de persuasão que Deus me deu, poderia inventar qualquer desculpa esfarrapada para não ter escrito nada durante esses meses, mas quando lembro de todos os momentos em que estive jogado ao sofá quase virando um fragmento dele, chego a conclusão de que não sou tão maquiavélico quanto pensava.

Bom, terráqueos, nesse meio tempo minha vida deu um giro de 720°, desde mudança de cidade até adoção de uma filosofia relacionada a espiritualidade (que prometo falar a respeito!). O momento está sendo de muitas descobertas e aprendizados que acredito serem interessantes de compartilhar com todos que estão passando pelo mesmo punk ou que irão.

Por hoje, fico só na promessa mesmo, mas garanto que irei voltar com tudo nos próximos dias com algum conteúdo relevante e tantos outros nem tanto.

XO

P.S: Esse post era pra ter ido ao ar as 23:00h de ontem, a razão disso não ter acontecido vocês vão saber em breve.

Anúncios

On The Rhythm of The Heartbeat

Today is friday!!! Everybody dance now!

Atendendo a pedidos (2, pra ser mais exato), vou colocar aqui uma playlist das músicas que estou ouvindo recentemente e aproveito para apresentar-lhes o 8track, um serviço de música incrível que descobri essa semana.

Esta lista não contém bem as que mais estou ouvindo, mas as que mais estão na minha vibe esses dias, que vão desde Macklemore & Ryan Lewis (meu favorito) até One Republic, que fez uma música fodiiidaaa de boa. “On the rhythm of the heartbeat”, como o próprio nome já sugere, é um mix intenso para aqueles que estão vendo o mundo com uma paleta de cores maior. Haha

Espero que curta bastante.

Sobre o ENEM 2013

Como disse no outro post, a edição 2013 do ENEM foi um tanto interessante, pra não dizer polêmica. Boa parte do buzz gerado foi pela elevação do grau de dificuldade da prova, que até pouco tempo era conhecida e criticada pelo seu carácter de valorizar mais o raciocínio que o domínio do conteúdo em si; outro ponto que levantou debates foi o tema da redação, que a primeira vista parece ser simples, no entanto, abre brechas para ambiguidades.

Apesar da aprofundação em alguns assuntos, o ENEM mantem até essa edição o mesmo estilo livre das famosas “decorebas”, pegadinhas e conteúdos ultraespecializados. A tomada dessa nova perspectiva exige que a maioria das escolas/cursinhos e estudantes revejam suas metodologias simplistas, o que a longo prazo pode gerar uma deseducação generalizada (novamente, assunto para outro post). Portanto, a postura adotada pelo MEC não pode ser alvo de críticas quanto a dificuldade, somente é preocupante a não abordagem de conteúdos fundamentais para a avaliação e formação dos jovens, como a Era Vargas, Guerras Mundiais, Citologia, dentre outros que quando não foram nem se quer mencionados, acabaram recebendo um tratamento aquém da sua relevância na competência em questão.

Eu sempre digo que o tema da redação deve ser a última das preocupações dos candidatos, até porquê os temas são sempre bem genéricos e qualquer pessoa que atualiza-se com certa regularidade vai ter argumentos para usar. O bendito tema desse ano foi “Efeitos da Implementação da Lei Seca” (Aí, quer algo mais genérico que isso?), que o que teve de simples, teve de polêmico, principalmente devido aos “especialistas” que minutos após a prova foram à internet divulgar análises pouco trabalhadas, o que já é praxe em todos esses anos. A bola da vez foi uma possível indução ao erro que o tema poderia ter favorecido, já que na visão de alguns, falar mal da Lei Seca e sugerir alternativas seria considerado uma fuga ao tema. Quem não tá mais nessa vibe de vestibular, talvez não tenha acompanhado, mas o efeito foi apocalíptico, o que teve de gente entrando em parafusos não está no gibi.

Segue algumas cenas desse episódio:

Imagem

Imagem

Bom, mas deixem-me consertar algumas desinformações. Primeiro, o edital diz que o tipo de texto a ser produzido é dissertativo argumentativo e que uma proposta de intervenção é obrigatória, logo, a tal “fessora” errou feio ao dizer que o aluno não poderia apontar as ineficiências da Lei Seca em atingir seu objetivo. Há também quem diga que o tema não é cabível de intervenção, o que também não pode ser verdade, porque a lei existe para reduzir o número de acidentes de trânsito que envolvem álcool e isso ainda não está solucionado, o que abre ao candidato a oportunidade de preencher as brechas deixadas pela lei. Portanto, a redação não traz grandes novidades em relação aos anos anteriores.

Para alívio dos desesperados, como as pontuações são dadas por desvio padrão (http://bit.ly/1djaT5m) e como a maioria errou mais questões, há grandes chances de você obter uma nota razoavelmente boa sem precisar ter acertado horrores. Não espere milagres, mas aguarde um pouquinho mais antes de se matar.

Um cheiro e um queijo, tchau!

 

A volta do que não foi

É pessoal, eu sei que vocês já devem ter comemorado bastante a minha provável morte, mas sinto informar que estou vivo e com uma boa desculpa pra dar sobre meu sumiço.

As últimas semanas tem sido muito corridas, não só pra mim como pra milhões de outros estudantes que fizeram o tão aguardado ENEM no último final de semana. A prova desse ano foi um tanto… interessante, mas em um outro momento comento sobre isso, hoje pretendo somente dar um panorama geral do que se assucedeu em gaia no modo OFF.

Apesar da tensão, mantive o minha rotina de estudos no mesmo ritmo que já vinha o ano inteiro, o ponto que mais pesou pra minha “indisponibilidade” foi o curso de Gestão Estratégica que estou fazendo pela Fundação Bradesco. Comecei no início de setembro e era pra ter acabado sexta feira (25), mas em virtude da pressão do vestibular, acabei adiando dois módulos que certamente concluirei no dia 11 de novembro (Caso não reprove).

Só pra vocês terem uma ideia do buraco em que me enfiei:

 

Imagem

Imagem

 

E não, vocês não viram nada.

Alie isso aí a indecisão de escolher a carreira, porque isso sim é muito pior do que estudar para o vestibular, as dúvidas esgotam e desanimam o vestibulando mais que as noites em claro debruçado sobre o computador e rascunhos pra tudo quanto é lado (se identificaram? kkk). Como já falei aqui em outro post, na tentativa de sanar essas dúvidas, estou frequentado aulas de alguns cursos pra ver qual tem mais a minha cara, porém percebo que a dúvida só está aumentando, por que curioso ao extremo que sou, acabo me interessando por tudo. Então, amigos universitários, não me chamem mais pra nada, please!

Pra finalizar, deixo meu amigo Jefferson dar a luz da sua sabedoria e perspicácia:

Imagem

 

 

Dica: Assista JOBS

Imagem

 

Segunda feira não pude entrar na escola, cheguei atrasado e me mandaram voltar pra casa, mas como dizem… quem espera tempo ruim é jegue, tratei de aproveitar o resto do dia pra fazer algumas leituras e assistir filmes que a um bom tempinho venho querendo ver, mas nunca consigo uma brecha.

O filme que estava querendo muito assistir era ‘Jobs’, estrelado pelo Ashton Kutcher (que está assustadoramente parecido com o Steve) e que conta a trajetória do maior gênio do nosso tempo na criação da Apple. No entanto, dificilmente eu vou ao cinema, sou daqueles que tem preguiça até de assistir filme em casa, quanto mais ter que me deslocar 100 KM (é o mais próximo da minha casa) para ter que convencer o meu cérebro que aquele lugar escuro e aconchegante não é para dormir.

Mas fazer uma forcinha uma vez na vida não é nada demais, peguei minha mochila, coloquei dentro o livro “A Menina que Roubava Livros” que uma amiga insensata que eu tenho me emprestou (Um beijo, Kau! rs) e me mandei pra Aracaju. Como cheguei lá um pouco cansado da caminhada, preferi deixar pra ver ‘Jobs’ na terça, o que me deu mais tempo pra continuar entretido na história da menina que fora abandonada pelos pais comunistas e passou a viver com sua família adotiva na Alemanha nazista, tirando por aí já dá pra ver o nível da complicação que a criaturinha estava enfiada, não vou me alongar mais sobre o livro, talvez escreva sobre ele quando acabar de ler.

Bom, cada segundo que passei aguardando o filme valeu muito a pena, além de ser uma excelente obra, ‘Jobs’ me fez refletir bastante sobre a minha própria vida, principalmente a respeito de como lidar com as pessoas quando ninguém acredita ou entende aquilo que estou propondo, é um situação onde exige muito jogo de cintura para não sair dizendo o que bem entende na cara de todos e correr o risco de ficar sem nenhum amigo, mas o Steve Jobs retratado no filme não tem nenhum problema com isso, ele explode com qualquer um que não consegue acompanhar sua linha de raciocínio que vai contra a ordem vigente. Eu como um mero mortal e so far away da genialidade do tio, jamais posso pensar em algo parecido com isso, o que cabe a mim o estudo de técnicas para controlar o pulso.

Embora essa particularidade seja o que mais tenha chamado a minha atenção, o filme é ótimo para qualquer pessoa, fornece uma excelente lição de como a paixão e convicção fazem as coisas acontecerem.

A cena mais emocionante, na minha opinião, é a leitura do texto Think Different, que de longe é uma das melhores campanhas publicitárias já feitas.

Segue na íntegra:

Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados.

Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los.

A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas.

Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.

Eles empurram a raça humana para frente.

Talvez eles tenham que ser loucos.

Como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? Ou sentar em silêncio e ouvir uma música jamais composta? Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?

Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucos o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.

Aos Otários dessa Nação

Imagem

Embora seja um valor defendido pela maioria das sociedades e vertentes religiosas, a honestidade recebe um tom até jocoso no Brasil, visto a distância que tal modelo de comportamento tem das situações que cercam nosso cotidiano. Diferente de outros lugares onde a corrupção é motivo de vergonha, nesse lado de cá do planeta, acredito que todos já vimos alguém contar vantagens que obteve ao pagar propina ao policial, sonegar impostos, colar na prova, dentre outras inúmeras atitudes deploráveis que muitos só faltam pedir uma medalha e uma plaquinha em praça pública pela façanha.

Como bom otimista que sou, acredito que essas atitudes não sejam regra para a sociedade brasileira, e que uma maior parcela da população seja feita por pessoas que estejam trabalhando duro e não possuem tempo para ficar em rodas sociais falando besteira, a fama acaba sendo feita por uma minoria que gosta de fazer muito barulho. Eu preciso acreditar nisso para poder viver com um mínimo de dor de cabeça.

No mais, me solidarizo com todos aqueles que já foram indagados com desconfiança sobre a validade de sua honestidade e sentiram vergonha de afirmar o seu posicionamento, por saber que será taxado como “otário” ou “demagogo”.

O Estereótipo Corporativo

Imagem

Apesar de viver aqui a quase duas décadas, não consegui entender completamente as mais estranhas peculiaridades do povo brasileiro. Dentre essas, está a repulsa (não arrumei termo melhor) ao empresariado, é difícil ser dono do seu próprio negócio nesse país e não ser olhado com desconfiança, vez ou outra, pelas demais classes, como se o sucesso estivesse restrito apenas a corruptos e inescrupulosos. 

Se não bastasse, até os filhos dessas pessoas muitas vezes recebem um estigma que não lhe cabe. Por meu pai ser empresário, sou obrigado a ouvir piadinhas do tipo “sua vida tá feita”; isso é muito chato, quem me conhece sabe o quanto eu estudo, busco me informar e conseguir as coisas por méritos próprios, até por que tenho consciência de que esse “sua vida tá feita” só possui um mínimo de lógica na cabeça de quem o diz.

Imagem

 

FDS em Vegas ou Cayman?

Quando um aluno chega para o professor e diz que pretender ser médico, certamente ouve que é muito difícil, mas com bastante esforço consegue. Agora vá dizer que quer ser empresário… Se receber um boa sorte é por que está em um dia bom, muitos se limitam a somente dar uma risadinha esnobe.

Talvez por essa razão, sejam poucos os jovens (que eu conheço) que desejam seguir o caminho do empreendedorismo, as exceções são justamente aqueles que possuem algum caso de sucesso na família, por que esses sabem que o mundo corporativo não é loteria, nem muito menos crime organizado, é habilidade, como toda profissão.

P.S: Não queria explicar que o jato é só de gozação, mas sei que vai ter gente falando besteira depois.