Indireta Literária

O meu gosto pela leitura vem desde muito cedo, aprendi a ler aos 4 anos de idade com os gibis antigos do meu tio que encontrava na casa dos meus avós. Não é atoa que fui uma criança de imaginação muito fértil, sempre confundindo o que era somente ficção e a realidade.

Bom, eu cresci, e as 3 ou, com muita sorte, 4 histórias das revistinhas em quadrinhos não foram mais suficientes para saciar minha voracidade e curiosidade sobre novos assuntos. Lembro que o primeiro livro de verdade (sem ser aqueles “folhetinhos” do tipo Saci Perêrê ou Curupira) que tive a iniciativa de pegar pra ler foi o “Construindo uma Vida – Roberto Justus”, por volta dos 13 anos. O interesse se deu pela admiração que nutro pelo Roberto desde a primeira edição do Aprendiz, em 2005.

Sei que aos 13 muitos moleques já devoraram uma biblioteca, mas minha família teve um pouco de responsabilidade nesse atraso. É aquela situação… como leitura não era um problema pra mim, eles não sentiam a necessidade de incentivar isso.
Mas como nem tudo são cravos, tenho uma prima que sempre me presenteou com livros, sejam eles os tradicionais impressos ou os verdadeiros achados que ela faz na internet e me manda.

O que ela escolheu me dar esse ano foi um tanto curioso:
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Logo quando abri fiquei meio sem entender, tipo, se era só mais um livro interessante que ela decidiu me dar ou uma mensagem bem direta a minha pessoa, optei por ficar na minha naquele momento. Depois ela me explicou que foi mais para uma prevenção básica, já que meu estilo de vida é um tanto frenético e posso acabar me debatendo com essa doença da moda em um futuro próximo. Alright, no comments.

E você, tem o hábito de ler? Como o adquiriu? Tem alguma obra para indicar? Solta o verbo aí!

A Chave da Cadeia

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Yesterday

All my troubles seemed so far away

Ontem completei 18 anos, não ganhei carro, mas já posso ver o sol nascer quadrado.

Nunca fui muito ligado em datas comemorativas, sempre considerei como um dia qualquer com alguns eventos mais interessantes (ou não) que o de costume, no entanto, esse aniversário eu aguardei com uma curiosidade extra. Afinal, não é todo dia que você ganha a possibilidade de ser estuprado em um presídio.

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Apesar das brincadeiras sobre a maioridade penal, esse foi um dos pontos que refleti nas últimas semanas. Quem me conhece um pouco, sabe que sempre tive personalidade expressiva e nunca gostei de meios termos, característica essa que já me trouxe complicações jurídicas até com políticos, por dizer o que pensava, inconsequentemente, na internet. Sem o colete da menoridade, outro deslize como aquele pode me causar sérias dores de cabeça, bolso e alma.

Tudo isso pode parecer muito óbvio, mas o autocontrole que vim treinando mudou bastante a minha maneira de pensar e agir diante o mundo, acredito que nunca me transformei tanto quanto nesse período, desde os planos para a carreira até o posicionamento em situações mais pessoais.

Quem já passou por essa transição sabe, é extremamente gostoso se deparar com algo que lhe causava estresse, incertezas, medos e de repente conseguir encarar tudo de maneira clara, aquela sensação de “Poxa, vinguei!”.

Ainda possuo muitas falhas significativas, mas ao me comparar com as perspectivas que muitos já tiveram sobre mim, vejo que consegui me tornar um “adulto” sólido, promissor e motivo de orgulho, pelo menos para mim mesmo.

P.S.: Muito obrigado a todos os amigos, familiares e pessoas simpáticas da terra que dedicaram 1 minutinho do seu domingo para me desejar coisas positivas.

 

A culpa é das estrelas

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Nesse ciclo de transição, que é o vestibular, geralmente muitos decidem acordar e perceber que a vida que terão depende muito das decisões tomadas agora. Pra quem não veio se preparando para isso, o desespero é iminente.

Na tentativa de ser salvo, a pessoa culpa o governo, as provas, professores, família, direção do vento… Enfim, qualquer coisa que possa despir o cidadão da responsabilidade pelo próprio fracasso. Tal atitude poderia ser somente algo lamentável e desprezível no nosso cotidiano, mas devemos levar em consideração que essa é uma característica social bem enraizada, principalmente na classe média, e os efeitos se proliferam como um câncer em todo o sistema socioeconômico.

A cultura do puxadinho e da gambiarra, onera e muito o desenvolvimento do país, precisamos ser mais meritocráticos, em termos mais claros, “dar a Czar o que é de Czar”. Somos um povo criativo e com um potencial gigantesco, não podemos nos sujeitar a condição de coitadinhos.

O mundo ainda tem salvação

Fred Stoubaugh é um senhorzinho simpático de 96 anos que ao perder a sua companheira, Lorraine Stoubaugh, a qual dedicou 75 anos de sua vida ao lado, compôs uma música para homenageá-la.

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Fred decidiu participar de um concurso organizado por uma rádio, que premiaria artistas amadores. Mesmo sem saber cantar, ele enviou a letra da música juntamente com uma carta na qual explicava a quem era destinada a canção e o porquê não cantaria. “P.S: Eu não canto, pois assustaria as pessoas.” Brincou Fred.

O processo de produção até a entrega da versão final foi resumido neste breve documentário: 

Em meio a tantas desgraças que consumimos diariamente, através dos jornais e pessoas negativas, histórias como a de Fred, recarregam nossas baterias para encarar o resto do dia.

P.S: A música ‘Sweet Lorraine’ está entre as mais vendidas do iTunes.

Clariceterapia

Esse post fala sobre gostos pessoais, portanto, se o seu for diferente, seja maduro para antes de xingar nos comentários, perceber que isso somente não foi destinado a você, mas que possui o seu valor.

A primeira vez que ouvi falar sobre a Clarice foi em 2011, quando uma grande amiga minha me mandou esse link, adorei o tom irônico logo de cara, mas pensei que fosse só um vídeo de humor para o canal parafernalha, nem imaginava que ela era cantora mesmo.

Foi quando tive uma surpresa muito boa ao criar minha conta no Rdio (quem não tem, passe a ter), vi aquela carinha angelical com um olhar puro e penetrante estampando o álbum Monomania.

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E antes que alguém pergunte, ela mesma explica a escolha do nome em uma música:

Se juntar cada verso meu e comparar
Vai dar pra ver
Tem mais você
Que nota dó
Eu vou ter que me controlar se um dia eu quero enriquecer
Quem vai comprar esse cd
Sobre uma pessoa só?

Apesar das canções serem românticas, não tem nada a ver com essas melosidades que já estamos acostumados, é tudo bem leve e descontraído, como eu acredito que deva ser a vida.

Nietzsche no Apagão do Nordeste

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Hoje por volta das 15 horas o nordeste inteiro ficou sem energia elétrica, o que se estendeu até às 18h. Enquanto as pessoas corriam alucinadas nas ruas para comprar mantimentos e aguardar a hora do juízo final, eu simplesmente acendi uma vela ao lado da minha cama e fiquei lendo ‘O Nascimento da Tragédia’ de Nietzche, me sentindo um grande pensador da antiguidade, fazendo leituras à luz de velas… Até quando meu quarto pegou fogo.

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Bom, o apagão hoje foi um fenômeno curioso pra mim, por que sexta feira passada estava assistindo o seminário ‘Diálogos Capitais’, com grandes nomes do setor público e privado debatendo sobre como o Brasil pode se desenvolver muito mais sendo sustentável. Em meio a essa discussão, um dos executivos de alto escalão da Schneider Electric Brasil disse que o modelo infraestrutural dos sistemas integrados é muito falho, porque se ocorre um problema em determinada localidade, o sistema todo para, e foi exatamente isso que aconteceu no nordeste hoje, no sudeste em 2009 e nos inúmeros apagões que acontecem todos os anos. Segundo o executivo, a solução é criar sistemas fechados, voltados a atender a demanda daquele lugar em que está instalado, mas como aqui é Brasil, até as autoridades incompetentes decidirem tomar uma providência… Eu já queimei a casa inteira.

Ultimamente os acontecimentos vem se conectando bastante na minha vida, não sei se por pura coincidência ou forças sobrenaturais estão cruzando os meus caminhos.

 

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Como a natureza testa os nossos limites

Sabe quando alguma coisa dá errado e você pensa que não pode ficar pior? Pois é, pode… e certamente é isso que vai acontecer.

Bom, minha segunda feira já começou com um pé atrás quando um pagamento que estava esperando receber não foi efetuado, daí peguei meu celular e fui ligar para o cidadão inadimplente, o que ocorre em seguida é você quem decide:

a) A pessoa atendeu, deu uma desculpa pelo atraso e prometeu depositar o dinheiro em breve.

b) O celular estava sem sinal.

OU

c) Meu celular travou na tela da chamada, retirei a bateria para reiniciá-lo e ele dormiu para nunca mais acordar.

É amigos, certas coisas só acontecem comigo mesmo…

Mas nada poderia estragar o meu dia, porque a noite iria assistir uma palestra na Universidade Federal de Sergipe com o professor Antony Petter Mueller, que é um economista internacionalmente renomado. 

Pra quem não sabe, sou aluno do 3º ano do Ensino Médio e como 99,98% dos que passaram por essa fase, ando muito indeciso sobre qual carreira seguir, então busco referências nas universidades, com alunos e professores, sobre os cursos e instituições que se encaixam no meu perfil.

Ao chegar na UFS, notei e adorei logo de cara a diversidade de pessoas que circulavam por ali, diferente de algumas universidades particulares que já fui, onde encontrei muita gente “nojentinha”, a Federal é bastante viva e você sente o choque de realidade na pele. É incrível! 

Passada a tensão na entrada do auditório, já que ouvi falar que a palestra seria destinada somente a alunos, me acomodei em um local confortável com meu amigo Carlisson e um colega dele, o Iago, que é uma pessoa muito agradável por sinal.

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Após passar meia hora (ou mais) esperando as maiores autoridades do departamento de economia se reunirem em assembleia para decidir se a imagem do data show que estava esverdeada era um problema no computador ou no cabo de vídeo, eles não chegaram a um consenso e iniciaram o evento com o negócio sem prestar mesmo.

A palestra foi excelente, o que deu pra compreender do portunhol do professor Antony me fez pensar bastante sobre os rumos que a economia mundial pode tomar nos próximos anos, especialmente a respeito da Europa, que enfrenta uma grave crise que certamente irá se estender por algumas décadas, tendo em vista o envelhecimento na população do continente e outros fatores que a maioria de vocês não tem interesse em saber.

A noite continuou interessante com os demais professores do departamento, que abordaram a conjuntura socioeconômica brasileira com a sensibilidade e clareza típicas dos excelentes economistas.

Apesar do meu fascínio pelas ciências econômicas ter aumentado absurdamente, não estou certo se esse é o curso que quero, ainda estou dividido entre Economia, Direito e Relações Internacionais.

É isso pessoal, por hoje é só. Ah, se tiver algo a comentar, por favor, não se acanhe (como diz meus conterrâneos).